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Pesquisa revela avanços em acessibilidade e inclusão na 12ª edição do Natal na Usina

  • Foto do escritor: Atua Comunicação
    Atua Comunicação
  • 28 de jul.
  • 3 min de leitura
Foto por Roan Nascimento/Atua Comunicação Criativa
Foto por Roan Nascimento/Atua Comunicação Criativa

A 12ª edição do Natal na Usina, realizada em dezembro de 2025, na Usina Cultural Energisa, consolidou avanços importantes nas áreas de acessibilidade, inclusão e impacto social. É o que revela uma pesquisa conduzida pela Atua Comunicação Criativa em parceria com o Observatório de Políticas Públicas Culturais (ObservaCult/UFPB), que avaliou a percepção do público e os resultados do festival.


O levantamento foi realizado durante a programação do evento com 402 entrevistas presenciais, alcançando um nível de confiança de 95%. O estudo apresenta indicadores sobre acessibilidade, diversidade, impacto econômico e fortalecimento da cultura paraibana, reforçando o papel do festival como um dos principais eventos culturais gratuitos da Paraíba.


Pesquisa destaca investimentos em acessibilidade

Os dados mostram que a edição de 2025 ampliou significativamente as iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e pessoas neurodiversas.


Entre as principais novidades esteve a implantação da Sala de Regulação Sensorial, criada para acolher pessoas que necessitam de um ambiente tranquilo em situações de sobrecarga sensorial. O espaço passou a integrar a estrutura do evento como um recurso de apoio à permanência do público durante a programação.


A pesquisa também aponta que toda a programação contou com recursos de acessibilidade comunicacional. Os palcos tiveram intérpretes de Libras em 100% das apresentações, além de serviços de audiodescrição, audioguia e materiais informativos produzidos em braile.


Outro dado apresentado no relatório mostra que 9,5% da equipe técnica e artística do festival foi composta por Pessoas com Deficiência (PCDs), ampliando a representatividade também nos bastidores da realização do evento.


Inclusão também gerou oportunidades sociais

Além das medidas de acessibilidade, o festival desenvolveu ações voltadas à inclusão produtiva. Um dos destaques foi a participação das mães atípicas atendidas pela Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD), que comercializaram produtos durante a Feirinha do Natal na Usina, ampliando as oportunidades de geração de renda.


Entre os participantes da pesquisa, 4,5% declararam ser pessoas com deficiência ou neurodivergentes, demonstrando a presença desse público na programação do festival.

Segundo o estudo, essas iniciativas aproximam o evento das práticas relacionadas aos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).


Festival fortalece a cultura paraibana

O levantamento também avaliou os impactos do Natal na Usina para os artistas que participaram de edições anteriores.


Entre os profissionais entrevistados, 91,7% afirmaram que a participação no festival contribuiu para ampliar sua visibilidade profissional. Os artistas relataram que a apresentação no evento resultou em novos contratos, convites para shows e outras oportunidades de trabalho.


Os dados reforçam o papel do Natal na Usina como uma vitrine para a produção artística paraibana, oferecendo espaço para circulação cultural e fortalecimento da economia criativa.


Perfil do público revela diversidade

A pesquisa também traçou o perfil dos frequentadores da edição de 2025.


A maioria dos participantes, cerca de 80%, é residente de João Pessoa. A faixa etária predominante ficou entre 25 e 35 anos, representando 37,8% do público. Em seguida aparecem pessoas entre 36 e 49 anos, com 27,1%.


Em relação ao gênero, 49,8% dos entrevistados se identificaram como mulheres cis, 39,1% como homens cis e 2,2% como pessoas não binárias.


O estudo também apresentou informações sobre o perfil étnico-racial dos participantes. Do total entrevistado, 39,3% se declararam brancos, 36,3% pardos e 17,9% pretos.


Outro dado destacado é que 34,2% do público pertence à comunidade LGBTQIAPN+, indicando a diversidade presente entre os frequentadores do festival.


Impacto econômico reforça importância do evento

Além dos resultados sociais e culturais, a pesquisa evidencia o retorno econômico proporcionado pelo Natal na Usina.


Segundo o levantamento, para cada R$ 1,00 captado por meio da Lei Rouanet, o festival gerou um retorno estimado de R$ 16,68 para a sociedade. O indicador considera a movimentação econômica gerada pela realização do evento, incluindo contratação de serviços, geração de empregos, circulação de renda e fortalecimento de negócios ligados à cadeia produtiva da cultura.


O relatório executivo da pesquisa foi disponibilizado para consulta pública pela Atua Comunicação Criativa.


Os resultados reforçam que o Natal na Usina reúne iniciativas voltadas à promoção da cultura, da inclusão e do desenvolvimento econômico, consolidando sua atuação como um dos principais festivais culturais gratuitos da Paraíba e ampliando o acesso da população às atividades culturais.

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